Nem oito, nem oitenta: o meio termo existe

Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? O verso da canção É Uma Partida de Futebol, do Skank, traz uma indagação onde a resposta é óbvia: todo guri já se imaginou entrando em um estádio lotado, marcar gols, desfrutar dos louros das vitórias e da fama. Mas, desde pequenos, sabem que sequer 1% dos que tentam, conseguem chegar lá. Outros, até chegam, mas percebem que se manter no topo é muito mais complicado do que atingi-lo. Só que, com o passar do tempo e a evolução do mercado de trabalho, surgiu uma alternativa, uma espécie de meio termo entre sucesso e desapontamento: a várzea “profissionalizada”.

Foi na série de reportagens intitulada “Boleiros”, que pude contar as histórias de Edinilson Oliveira e Paulo Matheus Câmara. Canoenses, eles têm muito mais em comum do que o ano de nascimento, 1988.

EXEMPLOS - À época, em 2015, ambos acumulavam passagens recentes por clubes profissionais, mas optaram em seguir um outro rumo: trabalhar com carteira assinada e deixar o futebol para o tempo livre, como complemento de renda. Com qualidades técnicas reconhecidas, eram - e continuam sendo - pagos para atuarem em campos e quadras do Estado.

Histórias assim, sob meu ponto de vista, servem para provar que sempre há alternativa quando aquilo que sonhamos não acontece exatamente como planejado. O “se nada der certo” não existe para quem não desiste.

JÁ FOI NOTÍCIA 

Na edição de 9 de maio de 2015, o Diário de Canoas encerrou a série de quatro reportagens intitulada “Boleiros”. “Profissionais da Várzea” contou a história de jovens que chegaram a jogar profissionalmente, mas optaram, por diversas razões, em seguir outras profissões, sem deixar morrer o sonho de jogar bola, ainda ganhando para fazer o que mais gostam.

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